sexta-feira, junho 01, 2007

Santa Fé

Senhores de si mesmos, induzidos pela razão que tão somente nos guia, em caminhos verdes ao conhecimento. E que em momentos de fraqueza são tomados pela incoerência do instinto, que dilacera todas as leis vigentes. Sim, os quais se mantém firmes perante as ordens e, condizentes com tal realidade, prosperam no trabalho. Sería belo, se não fosse controverso.
O peso dos céus afeta em muito a sanidade lógica das pessoas. Talvez uma meia dúzia de romancistas brilhem à luz da utopia idealizada. Talvez toda uma sociedade também o faça. Latitudes e longitudes - a mesma crendice radical.
Perigosa sempre, brincando com o fogo é que se chega ao caos. Em pleno séc. XXI, temos o tão abastecido fanatismo religioso. É lei vigente, opera à favor das batas santas e cálices sagrados. Deuses distintos, crendices insanas. É assim que se observa o novo mapa mundial. Onde o mais poderoso líder da Terra é um escolhido de Deus. Egito, que se faz presente nesta sociedade evoluída ao extremo. Cada individualidade é tão significante ao ponto de tornar-se àquela massa poderosa. Um exército detentor de admirável fé, e proporcional dependência. Válido ressaltar também o preconceito fervoroso. Constante contradição. Igualdade e amor fraterno - bandeiras do cristão - utopias inerentes. Tantas variações do mesmo estilo de se crer em Cristo já nos mostra uma tendência controversa. Algo de errado não ? Tão certo como o certo é o duvidoso. Indícios de uma ideologia que busca oprimir da forma que lhe convém - o determinismo de meio garante a conjuntura das massas. E é assim que queremos nosso mundo: envolto d'algo que garanta ilusões que atuem por nós mesmos e nos alimente de massa encefálica negativa.


Um comentário:

GM disse...

Por ser agnóstico¹ me sinto demasiadamente desconfortável em argumentar sobre religião e fé. Fé, puro subjetivismo não?Acreditar na salvação, na pratica cristã, sem mesmo saber que Deus é esse. Poderiam os budistas estarem certos,poderia ser o antigo Egito e seus deuses,o Dualismo Persas?Os deuses gregos?Ou o em atual ascensão o Deus cristão?Todas possuem seus conceitos, suas idéias e o seu ideal de caminho a ser trilhado, logo para onde iriam os outros fieis fervorosos e para onde foram os indivíduos que não tiveram a “graça” de terem conhecido o Cristianismo?Já que viveram em um período histórico anterior.
Voltando ao texto; O determinismo de meio já foi inúmeras vezes contestado e discutido, com a existência de inúmeros exemplo um deles presente na Literatura brasileira. Machado de Assis: Mulato, pobre, porém um dos maiores intelectuais brasileiros.Porém concordo com o desfecho do seu texto o ser humano sempre se sentiu atraído pelo incomum, pelo desconhecido desde Adão e Eva².O desconhecido sempre existirá e por trás de todo desconhecido ou conceito vago existira uma ponta de religião ou de um Envolto d’algo que garanta as ilusões e que satisfaçam nossa insignificância em meio ao Infinito.

1)”Agnóstico,alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (deus) não foi nem nunca será resolvido”.
2)Analogia ao “fruto do conhecimento,Maçã do pecado,etc.” que foi consumido por Eva depois dado a Adão que culminou no exílio do Éden