terça-feira, junho 26, 2007

Próximos do Céu

Enquanto rezávamos nossa última oração
Rezei pelas cartas finais que trouxessem as rosas de verão
Levado pelo leve toque do teu querer, estava preso entre gritos momentâneos
É difícil crer no que se vai e no que se espera
Apenas minta, se isso foi feito pra mim
Um som de esperança, em cada novo estranho que chora em meus braços
Torno a prostar-me frente a tevê, ela me faz morrer pelas páginas do santo vício
Apenas quero sentir a dor como as palavras que não soube expressar
Sussurando pela janela, acendendo as luzes e o cigarro
Não posso dizer nada com o fogo que queima nas minhas veias, aonde quer que estejam sangrando
Eu perdi a fé em todas as religiões e em todos os teus anjos
Nos dias em que eu preciso de algo em que acreditar, meu coração se tornara uma rocha
Nenhuma reação entre a verdade e um milagre
E eu não espero mais por isso, e não tomo mais as dores de minhas pretenções
Preciso de um Jesus
O que for que me mantenha sólido, esta noite
Uma miserável garrafa de vodka adormece em meus lábios
Quando se é preciso ter fé você perde as rédeas de sua própria conduta
Você sempre observa ao teu redor corações se partindo invalidamente
É frio como uma mente pagã
São sempre as mesmas lágrimas que cantam meu nome nesta fuga
Na tentativa de mentiras se tornarem o único crime
O último "ok"
Está sendo um longo desentendimento entre o ódio e a permissão
Ele é apenas um pequeno homem com uma família pra levar nas costas (e espera viver nas ruas)
Seus planos são suas convicções inférteis, mas o mundo vai abrir uma brecha
Que diabos está acontecendo?
Disseram-lhe em todos os portos: diga-me o que queres e terás o que deseja
Teve sua vida transformada numa reviravolta lá do outro lado, quando sentiu a dor da necessidade
Teus milagres estavam na mochila, e você viu os malditos surrarem o teu clamor
Apenas o que você precisa, é tudo o que você tem
Nesta maldição problemática os sinos soaram a teu favor
Ela veio como um aprendizado engraçado, com palavras doces e jogos de azar
Todas as noites você cantava uma nova canção
Você chegou a ficar louco, depois você rolou pelos mares da idiotice
Como um teste mau feito, como uma legenda cega
E ela revelou os sorrisos de uma fugitiva - certas coisas nunca mudam
Como um bandido que pecou erroneamente
Algo mau vindo de articulações fajutas
Dane-se
Os caminhos seguiram a lucratividade das reações
Da beleza à insanidade em memórias românticas
É melhor deixar rolar na perda do que prometer a sorte à corações suicidas

Um comentário:

... disse...

nossa
esse toco na alma!
:D